Quem é a Artista indisciplinada
Atualizado: 2 de nov. de 2025

Guiada pelos ciclos da terra, movida pela intuição através das mãos que entrelaçam a tradição e ancestralidade e com olhos abertos para o detalhe, alquimiza a matéria, deixando-se levar pela beleza da (des)ordem natural.
Através da recolha de fragmentos esquecidos pelo tempo, encontrados pelo mundo - uma flor, uma concha, um cogumelo, um pedaço de madeira, uma memória esquecida - transforma o natural em composições etéricas.
Este lugar é um refúgio entre o ontem e o agora, onde o efémero ganha forma e o natural se torna expressão, um espaço onde o tempo abranda e a criação dança entre o simbólico e o orgânico.
Aqui, tudo é feito com intenção, com presença e com a leveza de quem sabe que tudo tem um ciclo, até o gesto criativo!
Caminhos de Aprendizagem
Formação e educação
Licenciada em Design de Comunicação e com pós-graduação em Design da Imagem, começou pelo caminho do digital, mas foi percebendo que precisava das mãos, do toque, do gesto.
O design empurrou-a para o computador, mas ela encontrou saída nas oficinas e pequenos cursos, onde mergulhou em papéis reciclados, tintas, flores prensadas, madeira, tecidos e colagens.
Fascina-se facilmente e aborrece-se depressa, por isso procura sempre novas formas de expressão, em caminhos que misturam arte e matéria, beleza e desapego.
Expressões e Experiências
Exploração artística e prática
Entre ideias que brotam como sementes, nem sempre há espaço ou tempo para tudo o que quer criar. Ainda assim, já fez cenografia para bandas, curadoria de mostras documentais, dinamizou oficinas de arte-terapia e colaborou em festivais. Vendeu o seu artesanato em feiras locais, restaurou mobiliário antigo, redesenhou espaços interiores, criou peças com elementos naturais e participou na comunicação de eventos culturais. Trabalhou em alojamentos rurais, papelarias, centros de arte e projetos de design.
Criar tornou-se um gesto vital — não importa o meio, importa o sentido.
Constelações do Quotidiano
Estilo de vida e interesses
Aos poucos, resgata promessas que fez à menina que sonhava mais do que lhe era permitido. Em adulta, entrega-se à dança, ao surf e ao skate, às feiras de artesanato, ao contacto com o circo e com as artes performativas.
Aprende a caminhar devagar, e a sentir o corpo a encaixar-se no mundo. Brinca com o seu contact staff artesanal, aprende percussão no ritmo do djambé, cuida do equilíbrio com pés descalços e vontade de se libertar.
Fascina-se pelo que a natureza ensina, com uma intuição que se guia mais pelo sentir do que pelo saber.
Portais por abrir
Visões, desejos e futuros possíveis projetos
Sonha de pés descalços na terra com hortas em espiral e casas de barro.
Com um pedaço de terra à espera de raízes, tem a sede de ver nascer projetos onde o artístico se cruza com o ecológico e o humano. Idealiza um co-working rural onde artistas, vivam devagar e se encontrem em residência, oficinas e terra, corpo e alma, em criação.
Entre os planos guardados com carinho, gostava de criar um círculo de encontro para pessoas com temáticas como diabetes tipo 1 e neurodivergência, onde se partilhe conhecimento e pertença, através da arte terapia - disciplina que pretende aprofundar criando uma ponte entre corpo, saúde e expressão.
Na criação, sonha-se em colaboração: gostava de criar uma peça de land art, restaurar mobilia com história, pintar um mural, explorar-se em oficinas partilhadas e co-criar com outros artistas e integrar uma residência artística.
Por agora, sonha-se assim. Com a terra pronta e o coração aberto.

Comentários