Este quadro nasceu de uma indecisão. Ou talvez de uma entrega.
O elemento central é um pequeno osso (que acho ser de golfinho) que encontrei perdido na areia, e desde o início soube que tinha que lhe dar destaque.
Por instinto, escolhi o fundo verde-claro, mesmo sabendo que um tom mais escuro criaria mais contraste, mas só mais tarde percebi essa escolha, feita sem pensar.
Ficou com uma leveza que o transformou em algo quase ritualístico, como uma celebração silenciosa da vida e da passagem do tempo, através das conchas e fragmentos que se encaixaram naturalmente à sua volta, como se já tivessem pertencido ali.
Há uma harmonia subtil e uma serenidade luminosa que me fez sentir que, por vezes, só no fim compreendemos as escolhas que o instinto fez por nós.
Feita sobre tela com caixilharia em madeira, revestida com gesso, pintada à mão em tom verde-claro e envernizada, com 20x20 cm.
Pode ser exposta sozinha ou com moldura personalizada, disponível por encomenda.

