Feita na última noite do primeiro fim de semana da exposição, esta peça nasceu às duas da manhã, depois de finalmente permitir-me parar — respirar, rir e brindar com os amigos.
Talvez por isso tenha nela essa serenidade de quem regressa a casa com o coração leve e o corpo cansado.
Cada pedrinha foi escolhida ao longo de vários passeios à praia, sempre com a intuição de que, um dia, fariam parte de algo assim. São pequenas memórias em forma de pedra, apanhadas uma a uma, com tempo e propósito.
A composição foi totalmente intuitiva, como um gesto natural, quase meditativo, que se construiu sozinho, pedra após pedra, até se tornar numa harmonia que me parecia inevitável.
Sinto que esta peça fala sobre o encontro — entre o impulso e o descanso, entre o fazer e o deixar ser. Talvez por isso seja, até hoje, uma das minhas favoritas.
Feita sobre cartão revestido em tecido de tela, com 30×30 cm e moldura de caixa alta branca (1,75 cm de frente / 4,5 cm de profundidade).

