Tudo começou com duas conchas perfeitas, ainda unidas, como se o mar tivesse decidido preservá-las no exato instante em que se encontraram. A partir dessa simetria natural, nasceu uma composição que fala sobre união, equilíbrio e criação.
O centro da peça é uma celebração do feminino, uma espécie de útero feito de pedra e concha, onde algo está sempre a nascer.
Entre as curvas e texturas brancas esconde-se o fragmento de uma lula, quase imperceptível, lembrando que a natureza tem formas misteriosas de se revelar e regenerar.
O fundo dourado traz uma aura quente e quase ritualística, com ecos de ornamentos árabes que recordam gestos sagrados.
É uma peça sobre gestação de ideias, de vida, de tudo o que se move no silêncio e cresce à luz.
Feita sobre tela cartonada 25×25, e acabamento envernizado, com brilho suave.

