No meio dos tons azulados das ondas e dos tons cremes dos grãos de areia, contrastavam os tons alaranjados que me saltavam sempre à vista. Curiosamente, o laranja é uma cor que não tenho muito presente na minha vida, mas ela é o reflexo da energia que aquece a nossa vitalidade e prosperidade.
Então, quando encontrei aquela peça cerâmica (descobri mais tarde ser um pandulho artesanal para pesca), decidi dedicar um quadro apenas a estes tons quentes e terrosos que unem o tempo e o sal, lembrando que cada elemento carrega em si a história da luz que o tocou.
Um tributo à claridade e à memória que resiste na superfície das coisas simples.
Peça feita com conchas naturais e elementos recolhidas na costa, cuidadosamente selecionados e colados sobre tela de algodão pintada am preto, com 50x50 cm.

